SILVANO DE SANTIS
A manhã entrava suave, infiltrando-se pelas frestas das cortinas como um sussurro de luz. Lá fora, a cidade continuava viva, mas dentro do meu apartamento… o tempo parecia ter parado.
Senti o calor do corpo dela antes de abrir os olhos. Suave, morno, encaixado perfeitamente contra o meu. Anny dormia abraçada ao meu peito, com uma perna sobre minha cintura e o rosto afundado entre meu pescoço e ombro. Sua respiração era lenta, profunda, como se finalmente sua alma pudesse desca