CAPÍTULO VINTE E NOVE — A MENTIRA PERFEITA.
VICTOR BALTIMOR.
— De que está falando?
— Lhe enviei um link, senhor — disse nervoso.
Afastei-me alguns passos e saí do quarto da minha filha. Quando cheguei ao corredor, encostei perto da janela, na parede fria. Desbloqueei o celular enquanto ele continuava falando.
— Tem fotos, e muitas. Há manchetes. Sites grandes já publicaram.
Abri o primeiro link que ele me enviou e senti o sangue ferver.
A imagem ocupava a tela inteira. Eu e Elisa, do lado de fora do hospital. Minha mão segurando a dela. O rosto dela estava abatido, os olhos baixos. A minha expressão era calma, arrependida e gentil — porque era exatamente isso que eu estava sentindo naquele momento.
A legenda abaixo parecia gritar:
“O PRIMEIRO-MINISTRO ESCONDE NOVA NAMORADA E FILHA?”
Rolei a tela. Outra manchete:
“Romance secreto? Mulher misteriosa acompanha Victor Baltimor em hospital pediátrico.”
E, mais abaixo, o golpe baixo:
“Fontes afirmam: criança seria fruto de relacionamento sigiloso.”
— Filho da puta… — rosnei entre d