CAPÍTULO SESSENTA E QUATRO — ENTRE O MEDO E A CULPA.
VICTOR BALTIMOR.
A notícia caiu como um soco seco no peito. E as palavras ecoavam na minha cabeça, sangramento, hospital e ambulância. Eu ainda estava parado olhando para o médico. Então acordei e não esperei ouvir mais nada.
Meu corpo se moveu por puro instinto. Corri para o quarto. Elisa ainda estava inconsciente, pálida, vulnerável demais para suportar qualquer coisa além de silêncio e cuidado. E agradeci mentalmente por ela não ter acordado. Inclinei-me e a peguei no colo com todo o cuidad