CAPÍTULO CENTO E OITENTA E QUATRO — ESTOU ONDE EU DEVERIA ESTAR.
VICTOR BALTIMOR.
Tudo ficou escuro. Foi como se alguém tivesse apagado todas as luzes de uma vez, arrancando de mim qualquer noção de tempo, espaço ou consciência. Primeiro veio a escuridão, densa e sufocante, depois o vazio. Meu corpo pareceu perder o peso, minha mente afundou em um silêncio profundo, e eu simplesmente deixei de sentir.
Não havia dor, nem medo, não havia nada. Então, em algum ponto daquele nada, uma claridade começou a surgir.
Abri os olhos devagar, como se minhas pálpebras pe