VICTOR BALTIMOR.
Desde o momento em que entrei naquela sala, eu a vi, Elisa.
Meu olhar encontrou o dela imediatamente, como se fosse inevitável, como se algo me puxasse naquela direção sem que eu tivesse qualquer controle sobre isso. Por alguns segundos, tudo ao redor perdeu a importância, e eu fiquei preso naquele olhar.
Havia algo ali. Algo que mexeu comigo de uma forma estranha, incômoda, como se eu estivesse diante de alguém que deveria conhecer… mas não conhecia. Aquilo não fazia sentido.