Capítulo 89 — O funeral do homem vivo
Narrador:
Na fazenda, a noite parecia não querer acabar nunca.
Tony passava horas olhando para o teto com a mesma expressão de quem se acostumou a respirar com cuidado. O corpo estava melhorando, sim. A febre não tinha voltado. As pontadas já não ardiam a cada movimento. Mas havia outra coisa que o mantinha acordado: a voz de Camila, a maneira como ela havia dito “eu te amo” e o silêncio que se seguiu, aquele silêncio em que ambos compreenderam que o amor,