O silêncio tomou conta da sala.
Luna não conseguia desviar os olhos da tela apagada.
O relógio.
Aquele maldito relógio.
Ela o conhecia desde criança.
Seu pai o usava em aniversários, reuniões importantes e eventos da família.
Era impossível não reconhecer.
— Luna...
A voz de Leonardo parecia distante.
— Diga que eu estou errada.
Ela finalmente o encarou.
— Eu quero estar errada.
Leonardo passou a mão pelos cabelos.
— Um relógio não prova nada.
Mas a expressão dele dizia outra coisa.
Ele também