Sharon Belmont
Não sabia dizer se essa história de trabalhar em um bar à noite era boa ou ruim. Se, por um lado, eu não precisava sair de casa para conseguir bebida, já que a trazia direto do trabalho, por outro, eu bebia todos os dias.
Leroy tentou me controlar, talvez pensasse que a bebida fosse apenas uma recreação para mim. Mas, na verdade, era meu calmante, meu sonífero e meu anestésico. Aquela maldita noite me assombrava quase vinte e quatro horas por dia — a saudade eterna de Lorenzo e I