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Capítulo 2 — O Dia de Hoje

A senhora Sullivan, vestida com um cheongsam vermelho-vinho, estava no palco encarando Valentina Reis com uma expressão gélida.

— Casamento? Ninguém se casa aqui sem a minha permissão!

Rodrigo Sullivan, que havia ficado em silêncio até então, finalmente se pronunciou:

— Demetrio, sua mãe e eu concordamos plenamente. Não permitiremos, de forma alguma, que você se case com alguém da família Sullivan.

A palavra do Velho Sullivan era definitiva.

— Então você ainda tem a coragem de aparecer aqui, Valentina? Acha que nossa família é tão fácil de enganar?!

Ao ouvir isso, Valentina estremeceu. Será que me descobriram?

Aquela velha é realmente cruel — chegou a armar para que alguém arruinasse o casamento. Mas o que posso fazer se Demétrio só me ama?

O fato de Demétrio gostar dela era o maior orgulho que Valentina carregava desde a infância. Como desperdiçar uma chance tão boa de conquistar o favor do presidente do Grupo Sullivan?

Ela agarrou o braço de Demétrio, mordeu o lábio e tentou conter as lágrimas.

— Senhora Sullivan, eu sei que a senhora não gosta de mim, mas Demétrio e eu estamos verdadeiramente apaixonados...

— Chega! Pare de bancar a vítima na minha frente!

A senhora Sullivan, com sua postura altiva, olhava para ela como se observasse um palhaço. Desceu os degraus, fixou os olhos na barriga de Valentina e soltou um sorriso carregado de escárnio.

— Ah, é? Você está grávida de outro homem e ainda quer se casar com alguém da nossa família?

Demétrio soltou o braço dela bruscamente, olhou para a barriga com incredulidade nos olhos.

Valentina recuou dois passos, agarrando o estômago, o corpo em tremores.

— Eu... isso não é verdade! Demétrio!

— Não é verdade? Então o que é isso?!

A senhora Sullivan pegou um relatório de laboratório e jogou na cara dela.

— Está escrito aqui com todas as letras. Como você ousa negar?!

Desde que descobrira que o filho se interessava por Valentina, o casal de idosos nunca ficou totalmente satisfeito com a origem dela. Ainda assim, a senhora Sullivan não havia se intrometido muito, pensando que, se ela realmente amasse Demétrio, seria o suficiente.

Demétrio era de personalidade fria, e ao longo dos anos apenas Valentina havia conseguido chamar sua atenção. Mas na véspera do casamento, a senhora Sullivan percebeu que algo estava errado.

Por acaso, no hospital, ela havia visto Valentina entrar na ala de obstetrícia e ginecologia acompanhada de um outro homem. E então descobriu: Valentina estava grávida.

Essa mulher ardilosa queria se  casar  com meu filho e trazer um filho ilegítimo para dentro da família Sullivan? Isso jamais vai acontecer.

O relatório caiu no chão. Demétrio o apanhou, deu uma rápida olhada e, no segundo seguinte, amassou o papel com os dedos finos, transformando-o numa bola. Olhou para Valentina e sentiu uma náusea intensa. A raiva queimava em seus olhos.

Eu a tratei bem. E ela... como se atreve?

— Alguém tire ela daqui!

Por ordem da senhora Sullivan, vários homens corpulentos arrastaram Valentina, ainda trêmula, para fora do salão.

O tumulto se dispersou.

— Lauren, venha até aqui.

Lauren Marone observava a cena à distância, sem entender bem o que havia acontecido. Franziu os lábios, sentiu as palmas das mãos umedecerem. Pensando na mãe no leito de morte, finalmente deu o primeiro passo e caminhou, devagar, pelo tapete vermelho.

Mesmo antes de se aproximar de Demétrio, ela já sentia o frio que emanava dele.

— Lauren, pegue a mão de Demétrio. A partir de hoje, vocês serão parceiros para sempre.

A senhora Sullivan uniu as mãos dos dois. Os dedos dele, gelados. As pontas dos dedos dela, quentes.

O restante da cerimônia transcorreu sem maiores incidentes. O casal Sullivan aos poucos demonstrou alívio e alegria. Os convidados seguiram o protocolo, oferecendo bênçãos com toda a elegância esperada.

Após a cerimônia, Lauren entrou no carro e seguiu para a nova casa.

A Mansão Sullivan ficava no coração de Hastivil — um apartamento espaçoso e luminoso, com vários jardins. O quarto nupcial estava no segundo andar. Como Demétrio ainda não havia chegado, Lauren entrou, tirou o pesado vestido de noiva e abriu o guarda-roupa.

As camisolas, todas vermelhas e reveladoras, provavelmente haviam sido escolhidas pela noiva anterior. Lauren pegou a mais discreta e foi ao banheiro se livrar do cansaço.

Assim que saiu do chuveiro, esbarrou em uma parede de carne.

— Ai!

Ela levou as mãos à testa, quase caindo.

Demétrio olhou para o pijama dela, e o desgosto em seu rosto aumentou.

— O quê? Você está tão ansiosa para ir para a minha cama?

Lauren instintivamente cobriu o peito ao perceber o olhar frio dele.

— Desculpe, não foi intencional.

Com um sorriso zombeteiro, Demétrio agarrou seu pulso com uma força que fez os ossos estalarem.

— Sei muito bem que você é igual à Valentina — só quer meu dinheiro e meu status. Não crie expectativas. Não importa o que faça, você nunca vai merecer minha atenção.

Embora a situação fosse lamentável, Lauren não era o tipo de pessoa que se deixava intimidar. Ela afastou a mão dele e o encarou diretamente.

— Eu sei que você não gosta de mim, e eu também não gosto de você. Nos casamos para atender à vontade de nossas famílias, e ponto.

— Eu, Lauren Marone, posso não ter muita coisa, mas autoconsciência não me falta. De agora em diante, pode me tratar como se eu não existisse. Eu não vou te incomodar.

Demétrio ficou um instante desconcertado, e o escárnio no rosto se intensificou.

— Seria melhor assim mesmo.

Dito isso, ignorou Lauren e entrou no banheiro.

Lauren respirou fundo. Esse Demétrio Sullivan era realmente tão frio e implacável quanto os rumores diziam.

Ela arregaçou as mangas, empurrou o sofá para longe da cama, se cobriu com o cobertor e deitou ali mesmo.

Estava exausta. Nos últimos dias, havia corrido sem parar e dormido pouco. Agora que a família Sullivan estava cuidando da situação no hospital, ela finalmente poderia descansar.

Lauren fechou os olhos e adormeceu em segundos.

Demétrio saiu do banheiro com gotas d'água ainda escorrendo pelo pescoço até o peito. Olhou para a figura no sofá, franziu a testa e se aproximou — ela estava realmente dormindo.

Tem covinhas minúsculas... e está dormindo fundo.

O desgosto em seus olhos diminuiu um pouco. Pelo menos ela não havia se atrevido a deitar na cama dele.

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