Helena Brandão não dormia bem havia dias.
Não era insônia comum. Era o tipo de vigília forçada de quem sempre controlou o ritmo das coisas e, de repente, já não reconhecia o próprio terreno.
O quarto estava escuro. O relógio marcava três e quarenta da manhã.
Ela virou-se na cama pela terceira vez, irritada, e sentou-se de súbito. O lençol deslizou pelo braço, mas o frio não vinha da temperatura.
Vinha da sensação incômoda de estar sendo observada.
Não por pessoas.
Por consequências.
Helena leva