Alina permaneceu imóvel.
Durante dias, Teresa existira apenas como um nome perdido entre cartas, fotografias e lembranças antigas.
Agora ela estava ali.
De carne e osso.
Com o relógio dourado nas mãos e os olhos fixos no rosto da filha de Helena.
Teresa sorriu, mas havia uma tristeza profunda em sua expressão.
— Você tem o mesmo olhar da sua mãe.
Alina deu um passo à frente.
— A senhora conhecia minha mãe muito bem, não conhecia?
Os olhos da idosa ficaram marejados.
— Ela era minha melhor amiga