O relógio dourado refletiu a luz da lua.
A mulher permaneceu imóvel atrás da janela do pequeno ateliê, segurando o objeto na altura do peito.
Ninguém conseguia ver seu rosto com nitidez.
Apenas sua silhueta.
Então, lentamente, ela apagou a luz.
A janela mergulhou na escuridão.
— Não! — Alina deu um passo à frente.
Caetano segurou seu braço antes que ela se aproximasse da borda do campanário.
— Cuidado.
Ela continuava olhando para a construção.
— Aquela pessoa estava nos chamando.
Otávio estreit