Arkhadyan
A casa que me deram não era escura como os lugares onde fui criada. Mesmo com luz, aqueles lugares sempre pareciam escuridão. Meu pai sempre gostou da sombra... mas aquela casa também não era um lar.
Era um aviso: “Você pode ficar... mas lembre-se de quem é.”
Dois lobos guardavam a entrada dia e noite. Não falavam comigo. Nem sequer me olhavam por muito tempo. Estavam apenas ali. Como estátuas vivas, vigiando a estranha que haviam permitido atravessar a clareira.
Eu podia viver com is