Lia
O silêncio no quarto era quase reconfortante. Eu estava ali havia dias, talvez semanas — já tinha perdido a noção do tempo. As janelas deixavam entrar uma luz suave, mas, mesmo assim, meu corpo ainda se encolhia ao menor som mais alto. Às vezes, eu ouvia vozes, passos, o mundo lá fora tentando voltar ao normal... ou pelo menos tentando. Mas, dentro de mim, a tempestade ainda rugia.
Vitor nunca saiu do meu lado. Dormia na poltrona ao lado da cama, segurando minha mão, mesmo quando eu parecia