Mundo de ficçãoIniciar sessãoLorena acordou e se espreguiçou na imensa cama, sentindo a maciez dos tecidos e o peso de uma perna e um braço, na lateral de seu corpo. Arregalou os olhos e acordou de vez, ao perceber o macho em sua cama.
— Bom dia, minha fêmea, fica quietinha mais um pouquinho. — disse ele, sem abrir os olhos e inspirando seu aroma único. — Noah, o que faz aqui? Nos despedimos ontem a noite e foi cada um para o seu quarto, o que deu em você? Ele se esfregou mais nela, se aconchegando e respondeu: — Eu não conseguia dormir bem, até você chegar. É tão bom ficar assim juntinho. Ele passou a curva da sola do pé, sobre a canela dela como um carinho, ela estranhou a maciez e olhou. — Ai, minha deusa, olha o tamanho desse pé!!!! Empurrou-o, mas ele não saiu do lugar. — Sai, Noah, quero ir ao banheiro. Você pesa, sabia? Ele abriu os olhos, sorrindo. Beijou sua bochecha e levantou-se, rapidamente, pegou-a no colo e foi para o banheiro sem dar tempo dela reclamar. Colocou-a no chão em frente de uma das cubas da pia e utilizou a outra. — Você vai ficar aqui? — É um banheiro de casal. — Ainda não somos um casal e eu quero fazer xixi. — O vaso está atrás de você, prometo que não vou olhar. Ela não aguentou mais prender a urina e rapidamente despiu a calcinha e sentou-se, aliviando-se. Terminou bem a tempo de vê-lo se despir e entrar no box, completamente nú e esplendoroso. Ela suspirou e ele riu. — É tudo seu. — O quê? — Tudo, ué! Eu, o banheiro, os utensílios, a casa, a Alcateia e todo o resto, até o traste do seu irmão. Sua voz saiu borbulhante no meio da água que caía sobre sua cabeça e descia por seu rosto. Ele estava de costas para ela e sentiu o olhar apreciativo dela. — Pare de olhar e vem tomar banho comigo. — Não, vou escovar os dentes primeiro e além disso, você ocupa muito espaço. Ele olhou o espaço do box, que apesar de grande, ficava pequeno com ele dentro. Se deu conta de sua ereção matinal e de como era grande, olhou para ela e para si… urinou ali mesmo, tentando baixar o volume. — Será que vai caber? — murmurou para si mesmo, vendo a água levar o líquido e seu membro precioso continuar ereto. Não brincou mais, terminou seu banho e saiu do banheiro, enrolado na toalha, foi para seu quarto pela porta divisória, decidido a ter paciência e preparar o corpo dela, antes de acasalarem. Lorena estranhou a atitude dele, que parou de flertar, terminou o banho e saiu rapidamente. Não se aprofundou no pensamento e aproveitou para se dedicar a sua higiene. Depois do banho, já no closet, secou-se e aproveitou o espelho de corpo inteiro para conhecer melhor seu corpo. Nunca teve um espelho no qual pudesse ver sua imagem refletida e percebeu sua magreza. — Se estou magra desse jeito, mesmo já tendo engordado, devia estar pele e osso. Saiu da frente do espelho e pegou uma roupa confortável para vestir. Provavelmente, andaria muito e precisaria estar vestida adequadamente. Vestiu uma calça jeans, um top e uma camisa por cima, amarrada sobre o cós da calça. Calçou botinas confortáveis de camurça, penteou-se e saiu. Quando chegou na sala de jantar, encontrou Dalva sorridente e o Alfa, como Alfa, sério, sentado na cabeceira da mesa. — O que houve com ele, Dalva. — perguntou Lorena, baixinho, para Dalva. — Estou te ouvindo, vem sentar! — disse o Alfa, carrancudo. As duas fêmeas, paradas no mesmo lugar, olharam para ele, preocupadas. Percebendo que elas estavam preocupadas com ele, expirou o ar que havia prendido nos pulmões e relaxou. — Não precisa ter medo, Lorena, venha. Ela se aproximou dele e ele a ajudou a sentar em seu colo. Depois ele segurou seu queixo com dois dedos e beijou sua boca, carinhosamente. Dalva ficou feliz em ver o cuidado do macho Alfa, tão grande e forte, que parecia um menino, junto de sua fêmea. Foi para a cozinha para pegar o mingau de aveia de sua Luna e deixá-los ter privacidade. Noah se afastou, olhou para ela com carinho e explicou: — Desculpe, mas notei que sou muito maior que você e preciso ter cuidado para não te quebrar. Ela acariciou o rosto do macho e esfregou a palma da mão, na barba rente, gostando da sensação. — Fomos feitos um para o outro, esqueceu que somos da mesma espécie? Fortes e resistentes, ficaremos bem. Ele começou a perceber como ela era especial e quase a perdeu por ser arrogante e vaidoso. Preparou o prato e alimentou-a com prazer, descobrindo o que ela gostava e o que não gostava. Tudo foi arrematado com o mingau de aveia e por fim, levantaram, agradeceram e saíram. Lucas também tomou seu café da manhã, trazido por Lídia e quando o Alva chegou, estava de banho tomado e arrumado. Os guardas abriram a porta e ele saiu, bem mais humilde do que quando entrou. Normam se juntou a eles, dirigindo um jeep, onde todos entraram, sendo que Noah foi na frente, devido ao seu tamanho. Lorena pensou que iriam a pé, mas descobriu que tinham estradas que ligavam os diversos pontos do território dos Smiths. Passaram pela cidade, onde havia a maior concentração de moradores e o centro municipal, onde o Alfa e seus diretores trabalhavam. Seguiram por dentro de parte da floresta, onde havia cabanas espaçadas, chegaram a uma plantação e Lorena pode ver o estrago. Pediu para Norman parar o carro e desceu. Olhou toda a área plantada e era muito triste ver tanto trabalho e plantas, perdidos. Abaixou-se e colocou a palma da mão no solo, por baixo das plantas e sentiu uma pinicação na palma e se não tivesse controlado, teria sido penetrada por aqueles microorganismos malignos. Retirou a mão, queimou os resquícios com magia, sem que ninguém percebesse e voltou para o jeep. — Podemos ir.






