Capítulo 8. O Bruxo

Lorena acordou e se espreguiçou na imensa cama, sentindo a maciez dos tecidos e o peso de uma perna e um braço, na lateral de seu corpo. Arregalou os olhos e acordou de vez, ao perceber o macho em sua cama. 

— Bom dia, minha fêmea, fica quietinha mais um pouquinho. — disse ele, sem abrir os olhos e inspirando seu aroma único.

— Noah, o que faz aqui? Nos despedimos ontem a noite e foi cada um para o seu quarto, o que deu em você?

Ele se esfregou mais nela, se aconchegando e respondeu:

— Eu não conseguia dormir bem, até você chegar. É tão bom ficar assim juntinho.

Ele passou a curva da sola do pé, sobre a canela dela como um carinho, ela estranhou a maciez e olhou.

— Ai, minha deusa, olha o tamanho desse pé!!!! 

Empurrou-o, mas ele não saiu do lugar.

— Sai, Noah, quero ir ao banheiro. Você pesa, sabia?

Ele abriu os olhos, sorrindo. Beijou sua bochecha e levantou-se, rapidamente, pegou-a no colo e foi para o banheiro sem dar tempo dela reclamar. Colocou-a no chão em frente de uma das cubas da pia e utilizou a outra.

— Você vai ficar aqui?

— É um banheiro de casal. 

— Ainda não somos um casal e eu quero fazer xixi.

— O vaso está atrás de você, prometo que não vou olhar.

Ela não aguentou mais prender a urina e rapidamente despiu a calcinha e sentou-se, aliviando-se. Terminou bem a tempo de vê-lo se despir e entrar no box, completamente nú e esplendoroso. Ela suspirou e ele riu.

— É tudo seu.

— O quê?

— Tudo, ué! Eu, o banheiro, os utensílios, a casa, a Alcateia e todo o resto, até o traste do seu irmão. 

Sua voz saiu borbulhante no meio da água que caía sobre sua cabeça e descia por seu rosto. Ele estava de costas para ela e sentiu o olhar apreciativo dela.

— Pare de olhar e vem tomar banho comigo.

— Não, vou escovar os dentes primeiro e além disso, você ocupa muito espaço.

Ele olhou o espaço do box, que apesar de grande, ficava pequeno com ele dentro. Se deu conta de sua ereção matinal e de como era grande, olhou para ela e para si… urinou ali mesmo, tentando baixar o volume.

— Será que vai caber? — murmurou para si mesmo, vendo a água levar o líquido e seu membro precioso continuar ereto.

Não brincou mais, terminou seu banho e saiu do banheiro, enrolado na toalha, foi para seu quarto pela porta divisória, decidido a ter paciência e preparar o corpo dela, antes de acasalarem.

Lorena estranhou a atitude dele, que parou de flertar, terminou o banho e saiu rapidamente. Não se aprofundou no pensamento e aproveitou para se dedicar a sua higiene.

Depois do banho, já no closet, secou-se e aproveitou o espelho de corpo inteiro para conhecer melhor seu corpo. Nunca teve um espelho no qual pudesse ver sua imagem refletida e percebeu sua magreza.

— Se estou magra desse jeito, mesmo já tendo engordado, devia estar pele e osso. 

Saiu da frente do espelho e pegou uma roupa confortável para vestir. Provavelmente, andaria muito e precisaria estar vestida adequadamente. Vestiu uma calça jeans, um top e uma camisa por cima, amarrada sobre o cós da calça.

Calçou botinas confortáveis de camurça,  penteou-se e saiu. Quando chegou na sala de jantar, encontrou Dalva sorridente e o Alfa, como Alfa, sério, sentado

 na cabeceira da mesa.

— O que houve com ele, Dalva. — perguntou Lorena, baixinho, para Dalva.

— Estou te ouvindo, vem sentar! — disse o Alfa, carrancudo.

As duas fêmeas, paradas no mesmo lugar, olharam para ele, preocupadas.

Percebendo que elas estavam preocupadas com ele, expirou o ar que havia prendido nos pulmões e relaxou.

— Não precisa ter medo, Lorena, venha.

Ela se aproximou dele e ele a ajudou a sentar em seu colo. Depois ele segurou seu queixo com dois dedos e beijou sua boca, carinhosamente.

Dalva ficou feliz em ver o cuidado do macho Alfa, tão grande e forte, que parecia um menino, junto de sua fêmea. Foi para a cozinha para pegar o mingau de aveia de sua Luna e deixá-los ter privacidade.

Noah se afastou, olhou para ela com carinho e explicou:

— Desculpe, mas notei que sou muito maior que você e preciso ter cuidado para não te quebrar.

Ela acariciou o rosto do macho e esfregou a palma da mão, na barba rente, gostando da sensação.

— Fomos feitos um para o outro, esqueceu que somos da mesma espécie? Fortes e resistentes, ficaremos bem.

Ele começou a perceber como ela era especial e quase a perdeu por ser arrogante e vaidoso. Preparou o prato e alimentou-a com prazer, descobrindo o que ela gostava e o que não gostava. Tudo foi arrematado com o mingau de aveia e por fim, levantaram, agradeceram e saíram.

Lucas também tomou seu café da manhã, trazido por Lídia e quando o Alva chegou, estava de banho tomado e arrumado. Os guardas abriram a porta e ele saiu, bem mais humilde do que quando entrou.

Normam se juntou a eles, dirigindo um jeep, onde todos entraram, sendo que Noah foi na frente, devido ao seu tamanho.

Lorena pensou que iriam a pé, mas descobriu que tinham estradas que ligavam os diversos pontos do território dos Smiths. Passaram pela cidade, onde havia a maior concentração de moradores e o centro municipal, onde o Alfa e seus diretores trabalhavam. 

Seguiram por dentro de parte da floresta, onde havia cabanas espaçadas, chegaram a uma plantação e Lorena pode ver o estrago. Pediu para Norman parar o carro e desceu. Olhou toda a área plantada e era muito triste ver tanto trabalho e plantas, perdidos.

Abaixou-se e colocou a palma da mão no solo, por baixo das plantas e sentiu uma pinicação na palma e se não tivesse controlado, teria sido penetrada por aqueles microorganismos malignos.

Retirou a mão, queimou os resquícios com magia, sem que ninguém percebesse e voltou para o jeep.

— Podemos ir.

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