Linha de Retorno
Helena não dormiu.
Não por medo, isso ela aprendera a administrar ainda jovem, mas porque o corpo reconhecia quando algo havia mudado de eixo.
A sensação era conhecida, quase ancestral:
O momento exato em que a guerra deixava de ser abstrata e passava a ser íntima.
Ela permaneceu sentada à mesa da cozinha até o amanhecer, os cotovelos apoiados na madeira fria, as mãos entrelaçadas com força suficiente para deixar marcas.
O relógio avançava em silêncio.
Cada segundo parecia