Mundo ficciónIniciar sesiónO medo dele não veio em forma de palavras.
Veio em silêncio.
Depois da noite em que Aurora adormeceu nos meus braços, depois do beijo calmo que não pediu permissão ao desejo, depois da palavra quase mãe ecoar pela casa como algo que não poderia ser desdito, Henrico mudou de um jeito que só quem observa aprende a perceber.
Ele passou a me procurar com o olhar.
Não de forma óbvia. Não possessiva. Mas como quem precisa confirmar, repetidas vezes, que algo ainda está ali. Que não desapareceu. Que não se dissolveu no ar enquanto ele piscava.
Na manhã seguinte, encontrei-o na cozinha. Não era comum. Henrico raramente estava ali naquele horário. A camisa clara estava amarrotada. O







