Simon Kaelen
— Apenas me dê a sua palavra de que vai entregá-la, Simon.
A voz de Helena ecoou pelo corredor de concreto, firme, despida de qualquer hesitação. Ela não estava mais implorando; estava ditando os termos da minha liberdade.
Passei as palmas das mãos calejadas pelos bolsos vazios da minha calça social amassada e suja de sangue. Dei um tapinha de leve no tecido, exibindo as palmas limpas para ela através das grades.
— Eu não tenho papel nem caneta aqui dentro, Helena — respondi, a voz