O carro de Otávio era ridículo. Um modelo minúsculo, de apenas dois assentos. Olhei ao redor do estacionamento cinzento da delegacia, procurando algo da minha escolta.
— Onde está o Dante? Onde está todo mundo? — perguntei.
Otávio suspirou fundo, abrindo a porta do passageiro com um clique seco.
— Vamos juntos, Simon. Eu te deixo onde você quiser.
Não tive outra escolha senão acompanhá-lo. Entrei de mau jeito naquela lata de sardinha apertada, onde meus joelhos pareciam prestes a alcançar o meu