Simon Kaelen
Reencontrar Julian era como olhar pelo retrovisor para um homem que eu mal reconhecia. Aquele sujeito trazia de volta o fantasma de uma época em que o meu sobrenome não carregava o peso de um império manchado de sangue, em que o som dos meus passos em um corredor não significava a vida ou a morte de ninguém.
Olhar para ele, ouvir suas piadas e lembrar dos anos na faculdade de Direito me dava um vislumbre quase doloroso de normalidade. Mas, acima de tudo, eu vi naquele encontro uma