Simon Kaelen
Eu não conseguia não admirar a sagacidade de Helena. A sede de virar o jogo, a fome de proteger o que era seu... e a porra do desejo avassalador que me corroía por dentro toda vez que ela respirava no mesmo ambiente que eu. Era uma atração sombria, violenta, que me desmontava por completo.
— Posso ir agora? — perguntou ela, mantendo o queixo erguido enquanto eu sustentava o seu olhar.
Tentei manter o cinismo habitual, o autocontrole que sempre me salvou, mas falhei miseravelmente.