O escritório ainda cheirava a ele.
Não a colônia barata que Francesca tentou impor nos últimos anos, mas o couro antigo, a madeira escura e o tabaco que meu pai nunca fumava até o fim. Um cheiro de decisões tomadas em silêncio. De acordos que não precisavam de aplauso.
Sentei na cadeira dele.
Não por desafio. Por instinto.
O couro rangiu baixo quando meu peso afundou. Passei a ponta dos dedos pela lateral do braço da poltrona, um gesto pequeno, quase infantil. Como se tocando ali eu pudesse pro