E dessa vez não havia fuga possível. Ele sabia. Sabia quando passou do limite. Sabia quando deixou de ouvir. Sabia quando transformou relação em disputa. Matteo passou a mão pelo rosto mais devagar. A respiração a estabilizar, mas o peso a ficar.
— Eu ainda te amo… — disse.
A frase não veio com urgência, nem com necessidade de agir. Veio como aceitação. E isso mudou tudo. Porque amar não significava recuperar. Nem insistir. Nem exigir. Significava… reconhecer. Ele ficou ali mais algum tempo