O peso não tinha desaparecido. Mas já não a dominava. Havia uma diferença clara, não abrupta, não milagrosa, mas consistente. Como se, aos poucos, alguém tivesse aberto uma janela dentro dela e deixado entrar ar suficiente para que conseguisse voltar a respirar sem esforço. Darya acordou lentamente, sem sobressaltos, sem aquela urgência interna de fugir de si própria. Ficou deitada por alguns instantes, imóvel, a olhar para o teto claro do quarto. O silêncio à sua volta já não era opressor. Não