AMÁLIA
Conversar com Carlos — meu pai — ainda parecia algo impossível de acreditar.
Durante toda a minha vida, eu havia acreditado que Omar era um homem bondoso. Cresci ouvindo a história de que ele encontrara um bebê abandonado à própria sorte e, movido por compaixão, decidira criá-lo como filha. Eu o admirava por isso. O via como um exemplo de generosidade e amor.
Agora eu conhecia a verdade.
Omar não passava de um monstro manipulador que havia roubado minha vida, minha família e minha histó