O celular ainda estava na mão de Aurora.
A foto.
Helena no parquinho.
Sorrindo.
Inocente.
Observada.
Lorenzo não disse nada por alguns segundos.
Mas algo dentro dele mudou.
Não foi raiva explosiva.
Foi algo mais perigoso.
Silencioso.
Frio.
Determinado.
— Me dá o telefone.
Aurora entregou.
Ele analisou a imagem.
Ângulo. Altura. Distância.
Não era alguém muito próximo. Mas também não era tão distante.
— Isso foi tirado hoje — ela sussurrou.
— Eu sei.
A mandíbula dele estava rígida.
Helena dormia