Duas semanas.
Era estranho pensar que já tinham se passado quatorze noites desde que eu fechei a porta do quarto onde vivi por anos, deixando para trás minha mãe, minha melhor amiga… e ele.
Mas aqui estava eu, sentada no colchão fino que ocupava metade do pequeno quarto que agora chamava de lar, olhando para a parede descascada como se ela fosse me dar alguma resposta. O silêncio era o som que mais machucava. Antes, minha vida era cheia de vozes, passos pela casa, risos da Olívia, reclamações c