02

—¡Grávida?! Como Dakota pode estar grávida?" pensou Alekos, furioso.

Ele havia tomado todas as precauções. Mas... lá estava ela. Ela o havia traído.

—Alekos, se acalme. Estou bem. Entendo que você foi pego de surpresa."

—Claro que você acha que está bem! Com um relógio de luxo e grávida... o que você vai dizer agora? Que é meu?"

—¡Claro que é seu! Você sabe que é o único homem com quem já fiz amor. Somos namorados. Eu te amo, e pensei que você também me amasse."

—¡Eu não amo ninguém!" ele retrucou. "E não vou ficar com o filho de outra pessoa. Eu não esperava que minha amada engravidasse!"

—¡Eu não sou sua amada!.

"Você não deveria estar tomando pílula? O que aconteceu?"

—¡Eu não sou sua amada! “Naquela noite em que fui com você a Londres a trabalho… esqueci de trazer. Foi um acidente.”

Alekos começou a rir sarcasticamente.

—Claro, a única vez que te convido para vir comigo e você esquece a pílula… Você é uma mulher muito perversa.”

Ela agarrou a pasta com força.

—Tenho uma reunião urgente. Conversamos depois”, disse ela, e saiu do apartamento, batendo a porta atrás de si.

Dakota sentou-se na beira da cama, olhando fixamente para o nada. “Mestra”? “Perversa”? “Filha de outro”? Como ele podia pensar assim dela depois de ter compartilhado um ano da sua vida com ela?

Ela se levantou devagar e começou a se arrumar para o trabalho. Um emprego que Alekos tinha conseguido para ela… Este seria seu último dia lá. Ela havia se formado e esperava trabalhar na área de contabilidade.

Enquanto isso, Alekos chegou ao escritório furioso, algo incomum para ele. Ela não conseguia pensar em mais nada. Ela jamais perdoaria Dakota por sua suposta traição. Bateu com o punho na mesa.

—¡Droga!" exclamou.

Pegou o telefone e discou para sua assistente.

—Freya, me traga analgésicos. E cancele todas as reuniões. Não estou disponível para ninguém hoje.

—Imediatamente, Sr. Ravelli.

Mais tarde, Dakota apareceu no escritório de Alekos. Como esperado, a secretária disse que o Sr. Ravelli estava indisponível.

Mas Dakota não ia esperar mais. Sem pedir permissão, invadiu o escritório.

—Sr. Ravelli, por favor, me desculpe! Eu disse que o senhor não podia vê-la. Vou chamar a segurança."

—Deixe-o em paz, Freya. Eu resolvo.

Alekos se levantou.

—O que diabos você está fazendo aqui, Dakota?"

—Eu não sou sua amante." Pensei que você fosse meu namorado. Eu pensei…

—Pare com isso!” ele interrompeu friamente. “Você não é tão inocente assim. Eu te dei um carro, joias, roupas. Você poderia ter tudo o que quisesse… menos um anel. Eu nunca te pedi em casamento. Você é muito perversa, Dakota.”

—¿Perversa?! Como você pode me dizer isso?”

—Se você alguma vez pensou que poderia me prender com uma criança indesejada, deveria ter pensado duas vezes. Mas não se preocupe. Vou falar com o Patrick. Ele é um ótimo médico, um grande amigo meu… discreto. Ele vai cuidar da sua gravidez. Eu pago. Agora vá. Não tenho tempo para isso.

Dakota voltou para o apartamento devastada. Agora tudo fazia sentido: o fato de ele nunca tê-la apresentado à família, aos amigos; os presentes caros, o silêncio quando falavam sobre o futuro…

¿O que ela faria agora? Ele não queria aquela criança. Ele achava que ela só queria prendê-lo. E o Patrick? Por que ela queria falar com um médico? Ele queria que ela fizesse um aborto?

Agora ela via tudo com clareza: Alekos era um homem frio e implacável.

Ela não podia mais ficar ali.

Tomou uma decisão. Precisava sair do apartamento. Precisava terminar tudo com Alekos.

Não sacrificaria seu filho por nada nem por ninguém. Levantou-se resolutamente e dirigiu-se ao quarto. Mas, na pressa, tropeçou no tapete.

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