Dou um passo à frente, e ela dá um passo para trás.
Eu poderia dizer que posso explicar, mas, porra, eu não posso. É exatamente isso, e não há meias palavras para dizer a verdade. Seu pai a vendeu. O que eu poderia fazer? Deixá-la naquela casa com seu digníssimo pai e exemplar madrasta?
– Ange... – ela me interrompe.
– Me responda! – ela exige. As lágrimas fogem de seus olhos e deslizam pela pele do rosto, inchada por causa do sono.
Permaneço em silêncio. Verbalizar será ainda mais doloroso par