LÍVIA
Quando entrei no quarto e fechei a porta, minhas pernas tremiam.
Encostei-me na porta por um momento, fechando os olhos, tentando acalmar o coração que batia descompassado. Ainda sentia o calor do olhar dele em mim. Ainda ouvia o modo como minha voz soou quando disse aquelas últimas palavras.
"Sonhe comigo."
Eu tinha dito. Realmente tinha dito.
E a expressão no rosto dele — aquele misto de choque, desejo e algo perigosamente próximo de rendição — valia cada segundo de coragem