LÍVIA — A MANHÃ
Acordei às seis.
Não pelo despertador. Pelo coração batendo acelerado.
Hoje é o dia.
Dante ainda dormia ao meu lado. Respiração tranquila. Rosto relaxado.
Não quis acordá-lo ainda. Deixei que descansasse mais alguns minutos.
Levantei. Fui até o quarto de Roberto.
Ele dormia de bruços. Bumbum pro alto. Chupeta na boca.
Meu bebê.
Que nem sabe o que está acontecendo hoje.
Melhor assim.
Beijei a testa dele. Suave. Sem acordar.
E desci.
Na cozinha, fiz café. Forte. Ia precisar.
Estava na segunda xícara quando Dante apareceu.
— Bom dia — ele disse, mas a voz estava tensa.
— Bom dia.
— Que horas é?
— Sete e meia.
— Roberto?
— Ainda dormindo.
— Bom —