Mundo de ficçãoIniciar sessãoRoberto estava andando. Não perfeitamente — ainda caía com frequência, tropeçava em tudo, e preferia engatinhar quando tinha pressa. Mas andava. E cada passo era uma vitória que comemorava com palmas e gritos de alegria.
E Dante... Dante estava presente. Todos os dias.
Aos sábados chegava de manhã, por volta das nove, para buscar Roberto. Levava ele para passar algumas horas na casa dele, brincando, almoçando. E trazia de volta no meio da tarde.
Às vezes ficava. Outras vezes ia embora.
Mas sempre, sempre estava presente.
Era uma terça-feira comum quando acordei com o barulho de Roberto chorando no quarto. Olhei para o relógio. Sete e quinze da manhã.
— Já vai, amor — murmurei, me levantando com dificuldade. Ainda estava cansada. Roberto t







