Quando o coração cria rivais para tentar se proteger
SERENA ARAGÃO
Eu entro no quarto e começo a andar de um lado pro outro como se o chão fosse uma resposta que eu ainda não encontrei. Dou dois passos, paro, respiro, volto. Mais dois, paro de novo. Meu corpo inteiro está inquieto, como se alguma coisa tivesse sido deslocada por dentro e eu não soubesse recolocar no lugar certo. Não é cansaço. Não é sono. É aquela sensação irritante de estar tentando entender alguém que não quer ser entendido.