Quando o erro ganha voz.
A carta parecia pesada demais para ser só papel. Caetano estava com Sophie nos braços, o corpo pequeno dela encaixado no vão do cotovelo como se fosse parte dele desde sempre, mas a mão que segurava o envelope tremia, não de fraqueza, de choque. A bebê mordia o próprio punho, distraída, respirando aquele ar de manhã que cheirava a café forte e tensão, sem entender nada do terremoto prestes a partir o mundo em dois.
A sala inteira estava ali.
Antônini sentado perto dema