A porta do elevador tinha soado às 16h.
Ele ouviu.
Ele sabia.
E, sem querer, esperou.
Quando finalmente olhou para o vidro, viu a silhueta dela voltar ao lugar habitual, com a mesma perfeição habitual.
Só que… havia algo diferente.
Pouco.
Quase nada.
O leve rubor nas bochechas — resquício de gargalhadas da Cassandra.
Um fio do coque solto.
O ritmo respiratório um pouco mais leve.
E a microexpressão satisfeita que só alguém como ele perceberia.
E isso entrou nele como uma lâmina fina.
Devagar.
P