Três semanas após a noite da inauguração, o silêncio que reinava no topo do Museu de Arte Contemporânea de Curitiba era de uma natureza completamente diferente. Não era o silêncio tenso da véspera de uma batalha, mas a calmaria de um espaço que ganhou vida própria. Lá embaixo, filas de visitantes dobravam o quarteirão sob o sol suave da tarde.
Helena estava em seu novo escritório definitivo, localizado no anexo administrativo do próprio museu. A mesa de vidro temperado estava coberta não por p