O quarto do hotel estava silencioso quando Rafaelle se sentou diante dele, puxando a cadeira sem pressa e cruzando as pernas enquanto observava Gabriel servir a bebida. O movimento dele era automático, sem hesitação, como se aquela conversa já estivesse acontecendo na cabeça dele há tempo suficiente para não precisar de improviso. Quando ele empurrou o copo na direção dela, Rafaelle não tocou de imediato, mantendo o olhar fixo nele por alguns segundos, avaliando mais a postura do que o que tinh