Celina não gostava de ser contrariada.
Mas, mais do que isso, ela não sabia lidar com a sensação de não estar no controle. Desde que abriu aquele bilhete, algo dentro dela não tinha voltado ao lugar, uma inquietação silenciosa que ela tentava disfarçar com postura, com arrogância, com a mesma confiança que sempre usou como armadura. Era como se uma fissura tivesse se formado, pequena o suficiente para não ser vista de fora, mas grande o bastante para incomodar por dentro, para desorganizar aq