Ponto de vista de Kyle
Fiquei parado do lado de fora da porta do nosso quarto, minha testa pressionada contra a madeira fria, ouvindo os soluços abafados de Mia. Cada som quebrado perfurava algo profundo no meu peito, uma dor desconhecida que não conseguia nomear. Minha mão descansava na maçaneta, nem a girando nem a soltando.
O tempo se esticou infinitamente naquele corredor escuro. Minutos? Horas? Não conseguia dizer. Só sabia que não podia ir embora até o choro dela parar. Até ter certeza de que ela tinha adormecido.
Quando o silêncio finalmente caiu, esperei ainda mais. Apenas para ter certeza.
A porta abriu sem som sob minha mão. O luar se derramou pelas janelas, pintando trilhas prateadas pelas bochechas manchadas de lágrimas de Mia. Ela parecia pequena na nossa cama enorme, enrolada apertada ao redor de si mesma como se tentasse segurar algo junto.
Aproximando-me, estudei o rosto adormecido de Mia. Mesmo inconsciente, ela não parecia em paz. Sua testa estava franzida, lábi