Sage
Os primeiros raios da alvorada atravessavam a janela quando me espreguicei devagar, cada músculo dolorido de um jeito novo, delicioso. A cama ao meu lado estava vazia, mas ainda quente... o cheiro de Alaric, pinho e vento de inverno, permanecia nos travesseiros. Ele ficou a noite inteira. Me abraçou até eu adormecer.
Minhas bochechas esquentaram ao lembrar de tudo o que fizemos, de como ele me tocou, de onde seus lábios passaram. Eu nunca soube que algo assim existia, nunca imaginei que uma pessoa pudesse fazer outra sentir tanto. Em Blackthorn, os pares marcados eram discretos, e ninguém falava de intimidade com uma Ômega sem lobo.
Mas Alaric... ele me mostrou coisas que eu nem sabia desejar. Fez meu corpo cantar com sensações que eu não tinha palavras pra descrever. Mesmo agora, minha pele ainda formigava ao lembrar do toque reverente dele, da forma como sussurrou "docinho" contra minha pele, como se fosse uma prece.
Toquei meu pescoço, onde ele deixou marcas — não uma mordida