Melissa
O silêncio do quarto não era paz. Era a calmaria que precede o trovão, ar denso, eletricidade na pele, pulso acelerado sem explicação.
Eu estava sentada na beira da cama, mãos abertas sobre a barriga arredondada, sentindo os gêmeos se agitarem como se também pressentissem. Eles chutavam baixo, insistentes, quase em sincronia com as batidas descompassadas do meu coração.
Nyx permanecia quieta na minha mente. Alerta. Observando. Até a Deusa parecia conter a respiração.
Eu fechei os olhos,