Melissa
A primeira coisa que faço quando acordo é olhar para minha barriga. Eu nem penso. Nem respiro. Só olho. A marca está lá.
Não desapareceu durante a noite, não suavizou, não virou apenas uma lembrança ruim. Continua marcada na minha pele como um erro que não pode ser apagado.
Um círculo negro, irregular, como se tivesse sido queimado por dentro. As bordas parecem rachaduras, linhas finas em tom roxo-sangue que se espalham como raízes mortas sob minha pele clara. No centro, um ponto escuro