DULCE
Vinte dias.
Vinte dias desde que enterraram Damião.
E a dor... não diminuía.
As pessoas diziam que o tempo curava tudo.
Era mentira.
O tempo apenas me ensinava a sobreviver com uma ausência que parecia aumentar a cada amanhecer.
Eu me obrigava a levantar da cama.
A tomar banho.
A trocar de roupa.
A sorrir para Henry quando ele me olhava procurando alguma segurança.
Era por ele.
Somente por ele.
Porque, se dependesse de mim...
Eu continuaria deitada naquele quarto escuro, esperando o mundo