29. Sangue em silêncio
A faca ainda estava na mão de Caio.
E só de vê-la ali, fria, simples, comum… meu estômago se contraiu de um jeito diferente. Não era medo comum. Era algo mais fundo. Instintivo.
Eu o encarei boquiaberta.
— Você não pode estar falando sério. — eu disse, quebrando o silêncio.
Caio apoiou a lâmina sobre a mesa de madeira, com cuidado demais para alguém que tinha acabado de me contar que aquilo podia me matar.
— Eu estou falando sério desde o momento em que você disse que precisava se transformar.