O QUE O TEMPO NÃO LEVOU
A chuva começou no início da tarde.
Primeiro como uma garoa fina que riscava os vidros da confeitaria com delicadeza quase melancólica.
Depois, aos poucos, transformou-se em uma cortina cinzenta que cobriu a cidade inteira, abafando sons, desacelerando o trânsito e envolvendo as ruas em uma atmosfera nostálgica.
Da janela do escritório, Ayla observava as gotas escorrerem lentamente pelo vidro enquanto segurava uma xícara de café que já havia esfriado havia muito tempo