CAPÍTULO 60 — CAMINHOS QUE SE CRUZAM
A chuva começou antes mesmo do amanhecer.
Gotas grossas deslizavam pelas janelas da cobertura de Gael, transformando a cidade em um cenário acinzentado, onde as luzes dos postes pareciam dissolver-se na neblina.
O som constante da água batendo contra os vidros acompanhava o silêncio do apartamento, um silêncio que, nos últimos cinco anos, tornará-se um velho conhecido.
Ainda assim, naquela manhã havia algo diferente.
Não era apenas a lembrança do reencon