Ayla não sabia por que as mãos tremiam tanto quando estacionou diante do Orfanato Santa Luz. Era apenas uma visita institucional, repetiu para si mesma, apenas o início de um projeto social que levaria oficinas de confeitaria, lanches especiais e pequenas celebrações para crianças que precisavam de afeto tanto quanto de comida.
Mesmo assim, havia algo no portão antigo, nas grades pintadas de branco, nas árvores inclinadas sobre a calçada e no aroma de terra úmida, que parecia tocar uma parte e