O mestre de cerimônias iniciou o evento com um discurso caloroso sobre solidariedade e responsabilidade social, mas, para Ayla, cada palavra parecia chegar abafada, como se estivesse sendo pronunciada do outro lado de uma parede de vidro.
Sentada discretamente na primeira fileira destinada aos voluntários, ela mantinha as mãos entrelaçadas sobre o colo, apertando os próprios dedos numa tentativa inútil de controlar o tremor que insistia em denunciá-la.
Seu olhar permanecia voltado para o pa