A CASA DOS SILÊNCIOS
A mansão Valença nunca foi um lar.
Era bonita.
Luxuosa.
Imponente.
Mas nunca foi um lar.
Naquela noite, enquanto o vento agitava as árvores do jardim da cobertura, Gael permaneceu sozinho em seu escritório, observando a cidade através da parede de vidro.
O evento havia terminado há horas.
Mas Ayla continuava ali.
Dentro dele.
Como uma ferida que alguém acabara de reabrir.
O copo de uísque permanecia intocado sobre a mesa.
Algo raro.
Normalmente ele bebia quando as lembranç