Elise
O silêncio naquela sala só não era maior que o meu choque. Olhando o homem à minha frente, tão sério em suas palavras, não imaginava que seria capaz de fazer uma brincadeira de mau gosto. Mas não parecia brincadeira.
— O motivo da minha vinda a Nova York foi para encontrar você — ele disse devagar, para que eu entendesse bem.
— Não pode ser possível. — Ainda sem acreditar, respirei fundo.
— Você não vê nenhuma semelhança entre nós?
— Eu…
— Estou te procurando há muitos anos, cara mia. Juntei as poucas pistas até chegar aqui.
Sentei-me no sofá e ele se sentou ao meu lado. Parecia tão irreal. Eu fui abandonada, cresci em um orfanato sob a atenção de uma pessoa muito bondosa. Ainda assim, não mudava o fato de eu ter sido abandonada.
— Nossa mãe fugiu logo após seu nascimento assim que descobriu que você era ômega. Ela sofreu muito nas mãos do nosso pai.
Alessandro apoiou sua mão sobre a minha e continuou:
— Ele prometeu à nossa mãe que, se nascesse um herdeiro ômega, ele iria jogá